08 Ago - 29 Ago2014
tudo o que é mais sagrado

Fernando de La Rocque apresentou um conjunto de obras onde a presença do corpo, transformado em um dispositivo pulsional constante, é alvo de sucessivas condensações, de uma eterna sucessão de novas formas e de composições rebatidas num exercício constante de expansão. Tudo oscila e ressoa através de uma sensação de movimento, os corpos desnudos vão dando vida à superfície da tela, encaracolando-se em movimentos de massas multicoloridas, entrelaçando-se  em variações rítmicas  e módulos  quase cósmicos.
Explora as possibilidades do movimento de reciprocidade entre as formas humanas em uma totalidade, através de suas representações saturadas. Nada fica quieto ou no seu devido lugar, tudo parece flutuar, é difícil trazê-las para o foco e a tudo adquire um caráter quase performático. Conseguimos ver individualmente cada elemento, apesar de estarem construídos em círculos, em uma forma contida e absorta em si mesma, em unidades ora compactas, ora semiabertas.  A pintura parece ser concebida como uma construção, como um arquitetura de
elementos corpóreos em suas múltiplas possibilidades compositivas.


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