Sobre
"Eduardo Scatena propõe um olhar sobre o tempo e a espera, os limites da matéria na pintura, e o controle da gravidade no suporte pictórico."
Eduardo Scatena (Rio de Janeiro, 1981) propõe um olhar sobre o tempo e a espera, os limites da matéria na pintura, e o controle da gravidade no suporte pictórico.
Scatena anula o gesto tradicional do pincel. Ele aplica finas camadas de tinta em estado líquido e movimenta a tela — inclinando-a e girando-a — para que o escorrimento seja guiado pela força da gravidade.
O processo é lento e imersivo, exigindo múltiplas etapas de secagem e sobreposição que resultam em superfícies com suaves transições de cores e contrastes orgânicos.
A variação na intensidade da cor indica onde a tinta se acumulou ou onde passou mais rapidamente, tornando a cromatologia um registro visual da física do escorrimento.
O resultado é uma pintura que parece estar em constante transformação visual, dependendo da incidência da luz no ambiente.



























